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sábado, 18 de abril de 2009

Santos se garante na final do Paulista

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Fotos: Globoesporte.com

- O Sálvio é frouxo. Só ele não estava preparado - disse Luxemburgo em entrevista coletiva após o jogo. E com toda razão.

É, seu Sálvio, o senhor é muito ruim e não merece apitar as finais. Uma pena que o senhor não esteja num futebol de um país em que se preza a justiça e a competência.

Comentário meu assistindo ao jogo quando entrou o zagueiro Domingos:

- O Mancini colocou o Domingos só para arranjar a expulsão do Diego Souza.

E não deu outra. As expulsões foram justíssimas. Domingos claramente entrou para provocar a expulsão do Diego Souza. Não digo provocar violentamente, mas sim moralmente. Não fosse a expulsão àquela hora, certamente veríamos os jogadores se enroscando durante a partida.

Em relação ao que fez o Diego Souza, fica a vergonha alheia. Lamentável demais o que ele fez e merece ser duramente punido - coisa que não é tradição em território brasileiro. Sinto pelas crianças que o têm como ídolo.

Uma coisa que tem que ser ratificada é que o jogador é uma pessoa pública e tem que assumir essa responsabilidade. Assim como Cristian fez gesto obsceno direcionado à torcida são-paulina, igualmente lamentável, Diego Souza agiu de forma irresponsável. Esses jogadores não imaginam o que suas atitudes repercutem na sociedade, sobretudo nas torcidas que estão ali no estádio. Por causa de atitudes assim, observam-se atos de violência entre torcedores, até mesmo daqueles que não agiriam violentamente caso o cenário fosse diferente. A respeito do assunto, vale ler Mauro Beting.

Diego Souza, que vergonha. Há semanas atrás, o senhor aparecia ao lado do zagueiro William, na televisão, fazendo propaganda a favor da paz nas semifinais e agora comete esse ato vergonhoso. Agora, não passa de mais um hipócrita. Que o senhor tem raça, ninguém questiona. O torcedor palmeirense sabe disso e reconhece, tanto que te aplaudiu quando saiu de campo. Mas isso que o senhor fez não é raça e sim falta de inteligência. O indivíduo que parte para a violência é porque perdeu a razão, e foi isso que aconteceu com o senhor.

Mais lamentável de tudo é o tal juiz Sálvio Spínola. Foi covarde e conivente no tocante a tudo que aconteceu. Cabia a ele punir em campo os jogadores violentos. Diego Souza desde o segundo gol do Santos estava distribuindo cotoveladas à vontade sobre os jogadores do Santos. Inclusive, recebeu um amarelo numa disputa de bola com o zagueiro santista, no qual avançou sobre este a socos explícitos que todos puderam observar. E se fosse expulso, não seria nenhum exagero. Mas, covardemente, apenas amarelou ambos os jogadores (o santista injustamente).

Todos perceberam que Diego estava nervoso e violento. Foi tão notável que o Mancini, como falei na hora, colocou o zagueiro Domingos unicamente para provocá-lo. A prática na área criminal ensina a qualquer um: a falta de punição imediata e devida tira a temeridade do indivíduo de voltar a praticar o que de proibido fez. Assim ocorreu com Diego Souza. Fosse o senhor Spínola um juiz que energicamente coibísse a violência em campo, não teríamos visto as atitudes lamentáveis no Palestra Itália.

Keirrison agora é chamado pelo torcedor palestrino de Pipokeirrison. Acho maldoso chamá-lo de jogador decisivo apenas contra time pequeno, mas é fato notório que quando o Palmeiras mais precisou, ele não compareceu. Maldito seja o futebol moderno, em que os jogadores mais jovens vivem com a cabeça em contratos milionários com times europeus - particularmente, independente do jogador, fico feliz quando estes tipos se dão mal.

Diego Souza, Pierre e Marcos também merecem parabéns. Diego Souza, apenas em relação ao futebol porque, como já falado, hoje a violência ofuscou sua qualidade enquanto jogador. Os outros dois, nem precisa dizer, são venerados pela torcida palmeirense por sua garra e demonstração de respeito à tradição e ao valor de seu time.





Quanto aos jogadores do Santos, vale destacar o frango de Fábio Costa tomado hoje, o maior de sua carreira. Ainda, há que se elogiar Madson, que é chato, incomoda a zaga adversária o jogo inteiro; Kléber Pereira que é monstro, fede a gol; Paulo Henrique, que tocava a bola com bastante qualidade e Fabão que dominou a zaga.

A Wagner Mancini, vale lhe dar os parabéns. O Santos jogou muito em ambos os jogos e os chutões que o Palmeiras dava em campo simbolizaram perfeitamente o mérito que Mancini teve em armar a equipe da maneira correta. Agora, o alvinegro praiano é forte candidato ao título, seja o adversário o Corinthians, seja o São Paulo.

Agora é esperar o jogo de amanhã e torcer para que os jogadores desse jogo sejam mais racionais e que vença o mais competente.

Repúdio à violência! Viva o futebol!

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segunda-feira, 9 de março de 2009

Torcedores de verdade

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Quando falo em "torcedores de verdade", é óbvio que excluo aqueles covardes que se escondem atrás das cores de um uniforme e de grupos de prepotentes para cometerem crimes, estragarem o espetáculo e afastarem pessoas com boas intenções dos estádios.

Eis aqui, minha gente, um exemplo de torcedores reais do futebol:



E parabéns à Rede Globo pela iniciativa. Seria bom se todo mundo valorizasse e respeitasse o que posso chamar de bom torcedor. Afinal, sem nós, seriam apenas 22 homens correndo atrás de uma bola.

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domingo, 8 de março de 2009

Gordos por ti, Corinthians

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E o Fenômeno voltou. Jogo esperado há um ano por todos os corinthianos que tiveram que suportar um longo 2008 de segunda divisão, sem clássicos, sem grandes partidas, uma emoção ali e outra acolá - ainda mais considerando-se que o treinador era o Mano. Não obstante, um vice-campeonato na Copa do Brasil, perdendo para o surpreendente Sport, que atualmente tem se dado bem na Libertadores.

Deixando tudo isso de lado, começou um 2009 com a diretoria vendendo esperança para os torcedores alvinegros. Eu, incrédulo, sempre disse que a contratação de Ronaldo era mais marketing que melhoria técnica do time. Ainda bem que a gente se engana.

Antes do jogo, a família estava dividida. A mãe neutra, eu e minha irmã alvinegros e meu irmão e o pai da família alviverdes. Ou seja, a ansiedade tomou conta da casa. Duas horas antes, o rádio e a TV já estavam ligados em sintonia com Presidente Prudente. No Bolão do Lancenet!, no meio da semana apostei 1x1 na partida, lembrando sempre que o Palmeiras está um timasso, mas também que clássico é clássico. E deu certo.

O jogo de hoje foi chato no primeiro tempo. Aliás, chatíssimo. Nem parecia clássico. Estava entediante. Na cama, estava eu com a camisa sagrada de 77. Do lado, em sua cama, meu irmão com sua camisa alviverde do ano passado.

No primeiro tempo, poucas chances para o Corinthians. O maior perigo foi uma cabeçada do Palmeiras com a força de um chute que o goleiro Felipe jogou muito bem para escanteio. Mas, em suma, o primeiro tempo não merece mais comentários além de "chato", então comentemos o segundo tempo. Aliás, Mano Menezes, cagão, não teve hombridade de voltar logo com Dentinho no intervalo, mantendo o poste do Souza no ataque e tirando-o aproximadamente aos 10 minutos. Além de comprovar a ruindade do jogador, ainda o submete a vaias da torcida. Merecidas, sim, mas evitáveis pelo treinador. Vida que segue. À essa altura, o Palmeiras já estava à frente do placar com um gol de vantagem. Falha do Felipe? Talvez. Na hora, crucifiquei o goleiro corinthiano, mas depois de ver que a dupla de zaga também falhou e que o time não pôde treinar naquele gramado porque o Luxa, detentor do mando de campo, não permitiu que o Corinthians o fizesse, tratei de perdoá-lo.

Depois entra R9 e eu, ainda incrédulo, não botei muita fé, mas esperava dele qualquer jogada que pudesse desequilibrar. Aos 33 minutos, Ronaldo dá um chute espetacular lá onde folcloricamente diz-se ser o local onde a coruja dorme. Um chute maravilhoso! No momento, disse a meu irmão: "Porra, se essa bola entra o mundo ia acabar, ia ser um golaço".

Seguindo o jogo, o time criou uma ou outra oportunidade. Dentinho tentou criar alguma coisa, mas suas pedaladas ineficazes na lateral de campo continuam irritando o torcedor. Vê se aprende, moleque. O Palmeiras teve muito mais chances que o Corinthians no segundo tempo. Nos contra-ataques, com a defesa mosqueteira geralmente desorganizada, o time verde perdeu algumas chances de matar ali a partida. E não foram perdoados.

Aos 44 do segundo tempo, Ronaldo ainda dribla um zagueiro na lateral esquerda, avança na grande área e cruza de canhota. André Santos, na entrada da pequena área cabeceia no cantinho do gol palestrino, mas o goleiro Bruno espalma para escanteio. Não deu nada. Em seguida, aos 41, o camisa 14 do Palmeiras, Fabinho Capixaba, é expulso ao receber o segundo cartão amarelo. Após, aos 44 do segundo tempo, Chicão ainda chuta uma bola dentro da grande da área, após cruzamento originado da cobrança da falta da expulsão, que passa muito perto do gol. À essa hora, sem muita fé num gol de empate, já tinha tirado minha camisa alvinegra de 77, dobrado e guardado na mala, já que após o jogo eu pegaria carona com um amigo meu com destino a outra cidade. Mas a troquei por uma camisa que homenageia o Doutor Sócrates, o Magrão. E que sorte ela trouxe.

Finalmente, aos 46, Douglas lança Elias dentro da área. A bola sobra na lateral direita alvinegra, próximo ao bandeirinha. O jogador do Palmeiras que retomara a bola para o time faz lambança, a bola volta para Elias, mas Marcão joga a bola para escanteio. Enfim, Douglas acerta um cruzamento, a bola passa por todos, inclusive pelo goleiro Bruno, e de forma mágica, no segundo poste da trave, a bola vai de encontro com a cabeça fenomenal de Ronaldo. Gol! E o mundo caiu. Saí correndo e gritando muito. Quem estivesse dormindo nas proximidades àqueles horas, sinto muito, mas acordou na mesma hora. Corri pela casa inteira. Meu irmão continuou no quarto sem conseguir crer no que via. Fui de encontro com minha irmã, vestida belamente de Corinthians, que via o jogo junto ao pai. Corri, pulei, gritei, abracei-a e rodopiamos gritando muito, muito mesmo. Uma sensação incrível.

É por essas e outras que todos os dias tenho que te dizer: obrigado por tudo, Corinthians. R9, seja bem-vindo a essa grande loucura chamada Corinthians. Obrigado por hoje e boa sorte nessa caminhada que tem tudo para dar certo. E galera do Manchester United, realmente vocês têm razão. Só existe um Ronaldo mesmo, e felizmente ele joga no alvinegro de Parque São Jorge. Vai, Corinthians!

Créditos para as fotos: Globoesporte.com.

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