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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Final CoCo?

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Na semana retrasada, pude conferir no Couto Pereira a partida entre Coritiba e Ponte Preta. Amigos meus de Ponta Grossa acharam um pretexto para faltar à aula e eu topei de primeira. Afinal, além do jogo, havia uma outra pessoa que muito me interessava no estádio.

Pois fomos. Para começar, duas caixinhas de Bohemia devidamente geladas para a viagem até a capital. Fomos em cinco no carro e as cervejas foram o suficiente para a viagem toda.

Todavia, nos atrasamos um pouco porque, afinal, todo mundo tem que trabalhar. Saímos de Ponta Grossa às 18h e alguma coisa e à frente do Couto Pereira aproximadamente às 20h15.

Mas foi o suficiente. Compramos nossos ingressos para arquibancada e fomos direto para o meio da Império Alvi-verde, torcida organizada do Coxa.

Acerca do jogo, não há muito o que se falar, até porque eu prestei atenção muito mais em outras coisas que no jogo em si. Porém, foi pressão total da Ponte durante o primeiro tempo. Nada além do normal, já que o primeiro jogo dera 2x2 e a equipe de Campinas precisava ganhar.

Porém, o Coxa soube conter a Ponte e no final, como que colocando uma cereja no bolo, Ariel mete a cabeça numa bola oriunda da lateral esquerda, cruzada por Marcelinho Paraíba após cobrança de escanteio, e é caixa. Golaço de Ariel, 1x0 pro Coritiba e a classificação certa.



Aí foi só comemorar e aguardar o Internacional de Porto Alegre.



O primeiro jogo já foi realizado, nessa última quarta. Eu esperava jogo mais truncado, porém após o gol alviverde, parece que o time se desligou, o que se percebe na má vontade que o zagueiro do Coxa teve em tirar a bola da pequena área na jogada que resultou no segundo gol do Inter. Resultado final: 3x1 e uma esperança diminuída.

Todavia, o Coxa é guerreiro e o centenário há de inspirar os jogadores. Ao que parece, nem Nilmar nem Kleber jogam pelo Inter, e Marcelinho Paraíba volta a favor do Coxa, que precisa vencer de 2x0 no mínimo.

A esperança é alta, o Couto estará lotado e Curitiba vai parar para ver o jogo.

Em passando, o Coxa pega Corinthians ou Vasco da Gama. Está mais para o Corinthians. Ronaldo (não deu, Will, foi mal) voltará à equipe e o time jogará em casa com a vantagem do empate. Detalhe: o Vasco só fez gol no Timão após uma jogada horrível de Pimpão, que quase sem querer concluiu ao gol, num Maracanã lotadasso. A equipe é muito limitada, para não dizer ruim, e para o Corinthians perder vai ter que se esforçar muito.

Pois é, existe a possibilidade de uma final CoCo nesta Copa do Brasil.

Aguardemos!

Obs.: muita correria por acá também.

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Corinthians, o título, a viagem e o futuro

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Atrasadamente, devido à grande quantidade de trabalhos, provas, projetos e afins que a Universidade me acumula, apareço para falar do Time do Povo.

Como já é sabido, já que a mídia brasileira não deixa ninguém desatualizado sobre o Ronaldo, o homem detonou o Peixe.

Na primeira partida da final, um 3x1 realmente fenomenal. Gols de Felipe (contra, a favor do Santos), Chicão e Ronaldo. Gol nada, golaço do Ronaldo. E que golaço!



No meio da semana, o Timão veio a Curitiba enfrentar o Atlético-PR na iminência de ser campeão paranaense - o que depois se confirmou. O Furacão fez jus ao apelido e passou por cima do Corinthians, abrindo 3x0 no placar. Durante o primeiro tempo, lembre-se que Ronaldo se machucou na costela, mas felizmente foi só um susto. Porém, nos últimos cinco minutos do jogo, Cristian e Dentinho fizeram um gol cada, deixando o Corinthians com o direito de passar de fase com uma vitória simples em São Paulo.

Agora, vamos ao que interessa. No domingo, dia 03 de maio, a grande final do Paulista. O Santos confiante, muito se comentou e se provocou durante a semana. Os santistas estavam esperançosos de uma goleada. Afinal, era a única chance que o Santos tinha de ser campeão: vencer por 3 gols de diferença.

E eu fui lá ver. Saímos de Ponta Grossa aproximadamente às 23h30 e pegamos a estrada para São Paulo. A viagem foi tranquila, bem mais tranquila que a anterior que fizemos para ver o jogo contra o Paraná. Chegamos à capital paulista às 6h30 e seguimos reto para o Pacaembu, onde é muito fácil de se chegar. Lá, decidimos ir à Avenida Paulista, que não poderia faltar. Aí arrematei: "caras, eu vou pro Parque São Jorge. Não sei como faz, mas vou de algum jeito". Meus amigos ficaram um pouco receiosos, mas também não negaram. Insisti. O motorista decidiu ir dormir um pouco e nos aguardar. Ficamos na Av. Paulista, então, conhecendo. Perguntei a dois policiais e a um dono de banca como chegar à Fazendinha. Munido de informação, ratifiquei que iria e acabaram cedendo.

Com isso, pegamos o metrô na frente do MASP, na cara e na coragem, e seguimos rumo à Zona Leste da capital paulista. Descemos no carrão, no metrô com destino à estação Corinthians-Itaquera. Lá, encontramos um dozito (membro da Camisa 12, torcida do Corinthians) e pedimos informação. O rapaz, muito gente fina, nos instruiu como chegar lá, mas fez questão de deixar o aviso: "cuidado aí, hein, rapazeada". Realmente, o lugar é bastante pobre, é a região mais pobre da maior cidade latino-americana, o que se pôde constatar desde a entrada no metrô Corinthians-Itaquera, já que era bem mais simples que os outros que tínhamos pegado, e também devido às pessoas que vimos nos metrôs, sendo boa parte de nordestinos. Encontramos muitos moradores de rua, trombadinhas, uma miséria notável. E muitos corinthianos, muitos mesmo. Zona Leste é Corinthians! Particularmente, me senti em casa.

Andamos a pé aproximadamente 15 minutos e chegamos ao terreno sagrado do Parque São Jorge. É emoção indescritível. Lá, decidimos ir visitar o Memorial do Corinthians, um lugar mágico, repleto de coisas relacionados á história do time alvinegro. É bastante moderno, com uma estrutura sensacional. Impossível ficar menos de 2 horas lá. Não pudemos visitar as instalações do clube devido ao fato de já estarmos próximos das 12h, o que atrasaria demais a nossa volta ao Pacaembu. Com isso, comprei algumas coisinhas na Poderoso Timão, só de lembrança mesmo, e voltamos ao Carrão para pegar o metrô de volta. Ah, que se conste, o metrô de São Paulo é sensacional.



Enfim, voltamos ao Paca. Ficamos um tempo curtindo o ambiente na Praça Charles Miller e às 14h entramos. Fomos de numerada. Mais uma vez, passei pelo problema com ingresso: a máquina não queria reconhecer o ingresso. O senhor que cuidava das catracas, bem atencioso, ensinou que era por causa do meu celular. E realmente, o ingresso estava junto a meu celular. Por isso fica a dica: não mantenham seus ingressos próximos de objetos que tirem sua magnetização.

E lá dentro, meus amigos, eu definitivamente estava em casa. O pessoal das numeradas canta e agita bem menos que as arquibancadas, é verdade, mas de lá dá para se ter a melhor visão do campo e ainda podemos observar o show das organizadas. Ficamos bem no centro, com uma visão excelente. E, devido à final, o corinthiano cantou como nunca nesse jogo.

Antes de começar o jogo, fui ao banheiro químico do Paca. Saindo de lá, me deparo com Biro-Biro chegando para assistir à partida. Não perdi a oportunidade e abracei o grande Biro. Vimos muitos famosos: Neto, Godoy, Mauro Beting, o presidente Sanchez, o comentarista Benja, o baterista do CPM22 (Japinha), Felipe Andreoli do CQC, enfim, todos quiseram ir ver o Coringão.











À esquerda, eu nas bilheterias do Parque São Jorge; à direita, com Biro-Biro, no Pacaembu.

Em campo, vimos o Santos colocar pressão durante o primeiro tempo. Com isso, Kléber Pereira conseguiu um pênalti que Sálvio Spínola - motivo da minha roquidão após o jogo - marcou. E KP também: 1x0 para o Santos. Mas logo em seguida, André Santos, após passe de Dentinho (finalmente sendo útil, hein, Dente?), fulminou o gol de Fábio Costa. Com o empate, o Santos se perdeu em campo, e no segundo tempo mais parecia que o Corinthians precisava marcar mais um gol. Destaque-se a insistência dos companheiros em fazer com que Ronaldo marcasse um gol no final da partida, o que até irritou alguns torcedores, e a violência de Domingos, que bateu o jogo inteiro e só foi expulso ao final, após falta de Ronaldo (o que eu filmei, conforme se constata no terceiro vídeo abaixo postado).







Ainda, vale ressaltar que o Pacaembu fechou os portões para que os torcedores das numeradas saíssem pelo portão principal, o que fez com que todos tivéssemos que sair por um portão minúsculo (o portão 10) e subir passando por cima das cadeiras mesmo, num tumulto que não pode acontecer num país que será sede de Copa do Mundo em 5 anos. Vão ter que melhorar muito para nos tornarmos mais ou menos ainda.



Mas o que importa foi ver o Corinthians campeão! E invicto (pela quinta vez), o que não ocorria desde 1972, quando o Palmeiras foi campeão. Após o jogo, descemos até a grade e acompanhamos a volta olímpica de perto. O primo do zagueiro Diego, que substituiu muito bem Chicão, estava ao meu lado. O zagueiro veio cumprimentá-lo e vi o jogador na minha frente. Também vieram Felipe, Alessandro, André Santos e Douglas, que subiu a grade e cumprimentou a galera. Sorte dele ter ganhado o título, porque a torcida já estava perdendo a paciência com ele.

Feito isso, fomos até a frente do portão principal e curtimos um pouco a festa da Pavilhão Nove. Lá, pude tirar a foto de um senhor hilário que levou um peixe para tirar onda com os santistas. Após, fomos ao carro e pegamos a estrada de volta, com a esperança de voltar em breve ao Estádio Paulo Machado de Carvalho, eterno Pacaembu.

Ronaldo e Chicão os foram artilheiros do time, com 8 gols cada. Ronaldo foi eleito o craque do campeonato e o time do Corinthians teve 7 jogadores eleitos para a seleção do campeonato paulista. Mano Menezes foi considerado o melhor técnico.





Agora, o Corinthians já eliminou o Atlético Paranaense em casa, por 2x0, com dois gols de Ronaldo e espera o adversário entre Goiás e Fluminense. Independente de quem vier, acho que dá Corinthians. O problema vai ser depois pegar equipes como Flamengo e Internacional. Mas isso consideraremos depois.

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Operário estreia com vitória e comemora seus 97 anos com a torcida

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A torcida Trem Fantasma do Operário fez a festa no Germano Krüger.

Hoje teve início a Divisão de Acesso do Paranaense.

E hoje foi aniversário de 97 anos de existência do Operário Ferroviário Esporte Clube de Ponta Grossa - PR, fundado em 01/05/1912, o que faz dele o clube mais antigo do Estado do Paraná, perdendo apenas para o Coritiba, que foi fundado em 12/10/1909.

O torcedor ponta-grossense mantém muito carinho pela equipe da cidade, muito embora infelizmente se veja muito ainda uma diversidade de cores na arquibancada, sem contar aqueles que vão com camisas de outros times, num total desrespeito ao Operário, ignorando a campanha da torcida operariana de todos irem de preto e branco para o estádio, em respeito às tradições do clube. Tirando esse aspecto colorido da torcida e as manifestações preconceituosas em geral que ainda é possível observar no Germano, fatos que me deixam muito triste, a festa foi muito bonita.











O torcedor do Fantasma compareceu em peso e devidamente uniformizado.

Segundo o anunciado no estádio, o público do jogo foi de 6.259 pessoas, com renda de R$ 62.336,00. Ano passado, nessa mesma data, o Operário colocou aproximadamente 8.000 pessoas no estádio, capacidade máxima. Nada mal, haja vista que, por exemplo, o São Paulo FC tem públicos registrados com menos de 8.000 pessoas no Morumbi.

Mas vamos ao jogo de hoje.

Como já dito, a festa inicial foi muito bonita. Pôde-se observar bastantes torcedores devidamente uniformizados ou com camisas comemorativas do aniversário de 97 anos. Fui de arquibancada especial, que fica de frente para a aquibancada geral, onde se pode ver bem as torcidas organizadas do Operário. Com isso, consegui tirar boas fotos.




Quanto ao jogo em si, o primeiro tempo foi morno. Operário criou pouco e o Maringá Iguatemi menos ainda. Todavia, foi possível observar um Operário melhor em campo. O time conseguiu armar uma jogada aqui e outra acolá, mas a execução final era sempre deficitária.

No segundo tempo, o Operário manteve sua ofensividade e pressionou o Maringá desde o início. Com isso, fez 1x0 numa jogada aérea. Festa no Germano! Porém, menos de 5 minutos depois o Maringá empatou. O autor do gol provocou a torcida, o que causou bastante revolta e xingamentos referentes à mãe do mesmo.

Mas o Operário esteve aguerrido em campo e conseguiu empatar logo em seguida, o que foi importante para o Maringá não tomar fôlego. Devo confessar aqui que não assisti ao segundo gol, pois houve um princípio de briga nas arquibancadas especiais de cima, o que fez com que todos que embaixo estavam olhassem com curiosidade para ver o que estava acontecendo. Exatamente nesse momento saiu o gol do Fantasma: 2x1. O que pude constatar, apenas, é que a jogada se originou de um escanteio. (Errata acrescentada em 02/05, às 12h51: o segundo gol se originou de uma jogada pela lateral direita. O lateral invadiu a grande área e rolou para trás para que o jogador nº 9 do Operário concluísse a gol.)

Porém, lá foi o Maringá novamente empatar o jogo: 2x2. A jogada se originou de um desprentensioso chute do jogador de Maringá. Contudo, a bola desviou na zaga e sobrou limpa para seu companheiro de equipe que, em posição legal, apenas completou na saída do goleiro.

Quando um empate parecia ser o resultado do jogo, mais uma vez a jogada aérea do Alvinegro de Vila Oficinas funcionou: mais um escanteio, do lado esquerdo do ataque ponta-grossense, o jogador operariano cabeceia na trave esquerda do goleiro e então outro jogador alvinegro, no meio de um monte de jogadores na pequena área, apenas arrematou para o gol. 3x2 para um Operário muito guerreiro, mostrando à sua torcida que neste ano o compromisso de subir para a Divisão Especial do Paranaense deverá ser cumprido.

Aí foi só administrar o resultado. Ainda teve outro cruzamento, desta vez da lateral direita, que o atacante operariano cabeceou lindamente, porém, a bola foi no travessão, tirando um sonoro "uuuh!" da arquibancada. Pena, seria um gol muito bonito!

Destaque-se a ausência de torcida adversária.

O que ficou claro foi a força aérea do time. O Operário está muito bem neste tipo de jogada. Tanto no primeiro quanto no segundo tempo, o time conseguiu chegar ao gol adversário diversas vezes pela via aérea. Os cruzamentos melhoraram bastante de qualidade também, embora se possa melhorar. Isso não se observava ano passado, por exemplo. A defesa, porém, marcou bobeira em algumas ocasiões.

Num resumo, o jogo foi bastante bom, sobretudo o segundo tempo, no qual pudemos assistir a cinco gols. Não houve muita indisciplina da parte dos jogadores.

O destaque final deve ser feito ao novo jogador do Operário: um cachorro entrou no início do jogo em campo e lá permaneceu por pelo menos uns 25 minutos do primeiro tempo. No começo, ficou rondando a lateral direita do Operário. Lá se deitou e numa oportunidade recuou para ajudar o time na defesa num cruzamento de escanteio no Maringá. Sinceramente, o jogador foi para a meia-lua da grande área do Fantasma e lá ficou, no meio de jogadores. Por mais uns 20 minutos pôde-se observar o 12º jogador alvinegro para lá e para cá, por todas as partes do campo, quando de repente sumiu, sendo achado posteriormente apenas durante o intervalo do jogo. Salve o cachorro operariano!










Aparentemente acostumado ao ambiente, o 12º jogador operariano permaneceu em campo durante 25 minutos.

Engraçado também foi um lance numa dividida entre o atacante do Fantasma e a zaga adversária, no qual houve um chutão muito forte para cima que fez com que a bola subisse muito e, quando estava direcionada a sair do estádio, acertasse bem na pontinha de um poste que fica na rua que passa ao lado do estádio e voltasse a campo. De tão improvável o lance, é impossível que haja algum registro em vídeo ou foto do acontecido.

Curiosos, esses dois detalhes provocaram muitas risadas nos torcedores, que faziam piadas e brincadeiras concernentes a ambos os fatos atípicos - os quais aconteceram no primeiro tempo.

Avante, Operário! A Divisão Especial é o seu lugar!

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terça-feira, 7 de abril de 2009

Enfim, os vídeos do show da Nação Zumbi

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O YouTube tentou me atrapalhar, mas não conseguiu: finalmente consegui fazer upload de todos os vídeos que fiz no show da Nação Zumbi em Ponta Grossa.

Divirtam-se:













Ainda, a tracklist deste ano:



E a do ano passado:


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domingo, 29 de março de 2009

Uma noite com Nação Zumbi em Ponta Grossa

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E voltou a Nação Zumbi aos Campos Gerais paranaense. Já estávamos com saudade!

Passo a contar como foi o dia.

Na verdade, já tinha comprado o ingresso desde quarta-feira, quando o mesmo ainda estava no primeiro lote, ou seja, a R$15,00. Aí foi só aguardar.

Enquanto o show não rolava...

Sábado, às 10h, acordo. No dia anterior, a banda tocara em Curitiba. Will foi, mas Picles não. Aí fiquei na ansiedade, não tive notícia alguma sobre o que rolou no show. Enfim, era só esperar.

Fui almoçar às 15h40, no Costelão, churrascaria próxima daqui, para aproveitar e ver o clássico paulista que passaria na tevê. Acabou o primeiro tempo e voltei para casa, para ver o final do jogo.

Após o jogo, um amigo ligou para irmos ao shopping Palladium para tomarmos um chopp. Ele estava acompanhado de sua namorada, que eu conheço. Passamos um bom tempo bebendo lá, quando aparecerem os roadies da Nação Zumbi. Reconheci um deles pelo fato de ele ter me dado a tracklist ano passado. Mas todos estavam trajados de Nação Zumbi, impossível não pensar que eram os auxiliares da banda. Passaram do meu lado, gritei para um deles:

- Nação!
- Ô! - um deles respondeu.
- Tamo lá depois, velho!
- Valeu, até depois!

Eles foram em busca de comida, não quis atrapalhar muito. Foram se sentar bem longe de onde eu estava. Aí passaram-se alguns minutos e resolvi ir até a mesa deles. Quando estava próximo, eles se levantaram para ir embora. Aguardei um instante. Uma vez eles levantados, segui a direção, me encontrei com eles no "corredor" que as mesas da praça de alimentação proporcionava e falei novamente:

- Nação, rapazeada?
- Ô, com certeza! - respondeu um deles, com a camisa da Nação Zumbi preta, com "Técnica" atrás.
- Tamo lá depois rapazeada! - e bati no peito duas vezes, num sinal demonstrando algo como lealdade à banda.
- Valeu, velho, até depois!

Aí voltei à minha mesa, tomei mais algumas, conversamos - eu, meu amigo e sua namorada - sobre a diferença entre Nordeste e Sul, afinal, eu acabo sempre sucitando esse tema. Mas nada de fanatismos, é preciso respeitar as diferenças.

Conversamos, bebemos e tal. Aí olhei no celular: eram 21h:

- Meu Deus, vai começar o jogo do Coringão!

Me despedi, corri para o ponto de ônibus, esperei uns 15 minutos e fui direto para o bar onde a galera alvinegra se concentraria para assistir ao jogo. Eu moro perto, então fui até à minha casa, vesti uma camisa do Corinthians (antes, eu estava com uma camisa que diz "Bahia, terra da magia e do carnaval" e um colar altamente afrobaiano). Corri para o bar, paguei o preço para entrar e peguei as cervejas a que tinha direito. Puxei vários cantos, animei a galera. Afinal, Mano Menezes não consegue fazer isso.

Deu o primeiro tempo, corri para casa, tomei banho, vesti uma outra calça, uma camisa de Luiz Gonzaga comprada em João Pessoa, botei um boné preto na cabeça e coloquei um colar mais afrobaiano que o outro. Viva o Nordeste!

Isso devia ser umas 22h30. Arrumei tudo, coloquei no bolso tudo que precisava: celular, grana, identidade e o ingresso. Saí de casa e fui direto para o show, que se realizaria a 5 minutos da minha casa. Ó, mas que azar! No meio do caminho me lembrei que tinha me esquecido de alguma coisa para a banda autografar. Dei meia volta, entrei em casa novamente e peguei o encarte do disco Nação Zumbi para esse fim. Feliz de mim que moro perto do local.

Dei mais uma pernada e cheguei ao local. Entrando lá, reencontrei o mesmo cara responsável pela venda das camisas da banda que veio no ano passado, negociei uma camisa tamanho G (a única!) e falei para ele reservar, visto que eu não tinha onde guardar. Beleza, ele deixou de lado, reservada para mim.

Um minuto depois, apareceu o amigo com quem eu tinha combinado de encontrar e sua esposa. Nos cumprimentamos e ficamos conversando uns minutos. Nisso, entra um outro cara que conheci no estágio, este com sua namorada. Aí conversamos mais, conheci um cara que faz Direito no matutino e tal, e aí voltei para a mesa onde os amigos iniciais (Luís Virgílio e Ana) estavam. Aproveitei e deixei minha camisa na bola da Ana, assim como a tracklist que depois eu pegaria. Ainda estão com eles, tenho que ir lá pegar.

Lá, de repente apareceu Dengue, baixista da banda a se apresentar. Então, soltei da mesa onde estava sentado algo como:

- Dengue?!
- Opa, velho.
- E aí, meu velho. Muito prazer! Como vai?
- Tudo beleza, cara.

E aí já era, fizemos amizade. Depois que expliquei a Dengue que eu era um nordestino vivendo no Sul e que estava bastante ansioso para o show, já era. Conversei uns 10 minutos com o baixista da Nação Zumbi, como se fosse um cara qualquer num bar. Super gente fina! Dengue, preocupado em relação à distância de onde estou morando, fez uma pergunta sobre um item que todo nordestino dá extrema relevância:

- E o "cumê", cara, como é que você faz? - perguntou ele, fazendo gestos com a mão como se estivesse comendo algo.
- Aaaah, meu amigo, a gente se vira. Manteiga da terra, tapioca, rapadura...
- Viiiixi homi, fale não! - reagiu ele.

Continuamos conversando. Falei para ele que "essa é uma das poucas oportunidades no ano inteiro que tenho de manifestar minha nordestinidade sem problemas", o que ele levou em consideração, percebendo que realmente gosto da banda. Meu amigo chegou junto, após perceber que o cara era realmente acessível pelo fato de minha conversa com ele já estar se alongando, e engrossou a conversa. Aí ficamos trocando ideia. Falamos sobre muitas coisas, sobre o show antigo deles (há quatorze anos atrás aqui) e demais assuntos. Perguntei a ele se ele sente diferença entre os públicos do Sul e do Nordeste. Ele falou que é clara a diferença, que ambos os públicos reagem diferente, que as danças são outras no Nordeste e que músicas que o público de lá gosta mais aqui são outras. Quando o assunto terminou, falei com Ana, a esposa do Virgílio, para que tirasse uma foto nossa. Ficou muito legal (como se pode conferir). Também combinamos de nos encontrar no camarim para trocar ideia.

Aliás, nessa conversa, destaquei a questão que nesse ano a casa teve a ideia de colocar uma grade separando o palco do público. Dengue comentou em seguida, disse que não gostou da ideia e que ia pedir para tirarem a grade. Cinco minutos após nossa conversa, os seguranças estavam tirando a grade. Ou seja, interferi diretamente no show, mesmo que ninguém saiba disso além do meu amigo.

Passaram-se alguns minutos. Nesse período, apareceu Jorge du Peixe para testar o som do microfone. Fui à frente dele (uns dois metros) e gritei: "arreia, Jorge!". Ele sinalizou um "beleza, velho" e já me dei por satisfeito. Fui beber mais.

Aí chegou a tão esperada hora. Os roadies começaram a testar os intrumentos e aí o povo se concentrou próximo ao palco. Após ir algumas vezes ao banheiro, estabeleci meu lugar de frente para o vocalista (Jorge). É, curti o show inteiro a um metro e meio da banda. Novamente. Inclusive, meu joelho ficava na altura do palco, e com a pressão que o público fazia acabei ralando-o durante o show inteiro. Está doendo até agora, inclusive. Isso é que é ser tiete. Aliás, foi tão perto que num determinado momento Du Peixe colocou a mão na minha câmera, porque estava muito perto.

Enfim a banda entrou. Loucura total. O público da casa foi à loucura. Os caras tocaram muito. No começo, por estar muito perto de Jorge du Peixe, não escutava muito bem os vocais. Na verdade, escutava mais a guitarra e as alfaias de maracatu do que qualquer outra coisa. Sinalizei para Dengue - meu novo amigo - que não estava ouvindo Du Peixe. Aí ele explicou, também por sinais, que era pelo fato de eu estar muito próximo ao palco. Aí entendi.

Curti o show dos caras muito próximo, assim como fiz em 2008. Muito foda. Fiz altos vídeos, os quais estão disponíveis no YouTube. Inclusive, comentei com Du Peixe e Pupillo no final: "amanhã vocês já estão no YouTube", o que lhes proporcionou risadas. Também tirei fotos. Só fiquei puto por ter descoberto que minha bateria estava pela metade. Por que nunca está perfeita quando precisamos dela? O fato é que funcionou a noite inteira, felizmente. Obrigado, bateria!

Para minha surpresa, a galera no público reagiu bem melhor do que no show do ano passado. Ainda bem! O pessoal estava animado e cantou o show inteiro junto a Jorge du Peixe. Foi muito bom. Inclusive, Pupillo comentou comigo isso no final do show. Disse que o show deste ano foi melhor que o do ano passado, que a galera participou mais. Ora, divulgaram o show em cima da hora no ano passado, o que não aconteceu esse ano. Foi natural um público maior esse ano, basta a casa de show ser mais organizada!

Após o show, conforme eu tinha combinado com Dengue na conversa antes do show, tratei de entrar no camarim para novamente trocar ideia com a banda. Estava apossado de minha câmera, é lógico. Isso além do encarte do disco a que me referi antes.

Antes de entrarmos, Toca Ogan apareceu com sua namorada e trocou ideia com quem estava ali aguardando. Ofereceu-se para autógrafo e foto. É lógico que aceitei ambos.

Enfim entramos, sensacional! O camarim tinha sido reformado há pouco tempo, então só conhecemos na hora mesmo. Chegando lá, encontramos Lúcio Maia e Dengue logo de cara. Falei:


- E aí Lúcio, parabéns pelo show velho, tocou muito!
- Valeu, cara!

E também:

- Enfim, Dengue, cá estamos! Parabéns pelo show, cara! - isso esperando que ele me reconhecesse.
- E aí, cara, valeu aí! Pode chegar aí... - é, ele me reconheceu.

Nisso ficamos eu, Virgílio, Ana e o cara que faz Direito matutino (o único que tinha uma caneta, para nossa felicidade) trocando ideia com os caras. Perguntei: "ninguém tem uma caneta pra emprestar aí, não?", ao que Aí Lúcio Maia acrescentou:

- Ninguém aí tem um baseado, não?

Rimos. Ano passado, também cometi essa falha, mas Bola Oito me emprestou uma caneta.


Aí fui de encontro a Bola Oito e outro percussionista novo da banda (confesso que não sei o nome). Pegamos autógrafos de ambos e tiramos fotos. Depois, pegamos autógrafo de Pupillo e Du Peixe. E por fim, fomos pegar com Dengue e Lúcio Maia. Aí partimos para as fotos, isso no final do camarim, onde estavam Du Peixe e Pupillo. Tiramos com Du Peixe, Pupillo e Lúcio Maia. Uma das fotos foi tirada por uma menina que estava lá com eles sabe-se lá o porquê. Outra foi tirada por Pupillo, muito solícito.

Aliás, ficamos conversando por um bom tempo com Du Peixe e Pupillo, que foram muito gente fina. Na hora da foto, meu amigo, devido a seu peso, brincou que ia esmagar os caras. Du Peixe comentou:

- Ah, cara, tenho vários amigos que são assim do seu tamanho. Conhece a banda Eddie? - perguntou ele direcionado a meu amigo.
- Sim, banda Eddie lá de Recife! - intervi, demonstrando que conhecia a banda.
- Então, o baterista da banda é grande assim também (risos).
- Hahaha - todos rimos.
- Tem o tecladista da Mombojó que é grande também - comentei, o que fez todos rirem, principalmente Du Peixe e Pupillo, que gostaram da piada.
- Hahaha, é verdade. Chiquinho também é.

Fiquei maravilhado com o fato de a banda rir de uma brincadeira minha, ao que acrescentei: "pô, Chiquinho é reforçado, é ou não é?". Rimos mais.

Também comentei com eles o fato de eu ter gostado de eles terem tocado Siba e a Fuloresta durante o show - mais exatamente, as músicas Será e Bringa. Falei também sobre os recentes lançamentos dos discos de Siba e Roberto Côrrea e também de Comadre Fulozinha.

Após isso, cumprimentamos todos, juramos lealdade ao próximo show e pedimos que voltassem o quanto antes à cidade. Eles assumiram o compromisso, vamos aguardar.

Depois disso, meu amigo e sua esposa foram embora. Fiquei sozinho, fiz amizade com um recifense que mora em Guarapuava. Infelizmente, a mulherada estava fraca. Mesmo assim, fiquei curtindo um sambinha, dançando que só. Depois, fiquei vendo todo o processo de desmonte das coisas da banda. Gostei de ficar vendo, queria ver cada coisa sendo tirada. Nisso, perdi a saída da banda. Besteira minha, ano passado eu até filmei a hora que foram embora. Mas eu já tinha abusado, não precisava mais.

Aí fui pagar. Entreguei meu cartão de débito, porém a máquina não estava funcionando. Estabeleci um compromisso de ir até minha casa, pegar dinheiro e voltar para pagar em 10 minutos. Afinal, a despeito de este país não valorizar a ética, eu trato de fazê-lo. Poderia muito bem não voltar, mas o fiz. Fui até minha casa, peguei o valor em dinheiro, coloquei o MP3 no ouvido com música nordestina (forró e maracatu) e voltei. Quando voltei, o cara falou que a máquina voltara a funcionar. Melhor ainda: paguei com o cartão e fui embora.

Aí fui-me embora, sem conseguir me conter de felicidade. Passei novamente pela frente do mesmo Costelão já citado aqui, onde o pessoal que curtiu o show se concentrou. Realmente, esse ano o público foi bem melhor.

Nação Zumbi, vocês são foda! Chico Science, tu também. Afinal, todos nós sabemos que você estava lá.

Chico eterno! Viva Nação Zumbi!

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Como foi Nação Zumbi em 2008

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Vídeos próprios.

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