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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Corinthians, o título, a viagem e o futuro

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Atrasadamente, devido à grande quantidade de trabalhos, provas, projetos e afins que a Universidade me acumula, apareço para falar do Time do Povo.

Como já é sabido, já que a mídia brasileira não deixa ninguém desatualizado sobre o Ronaldo, o homem detonou o Peixe.

Na primeira partida da final, um 3x1 realmente fenomenal. Gols de Felipe (contra, a favor do Santos), Chicão e Ronaldo. Gol nada, golaço do Ronaldo. E que golaço!



No meio da semana, o Timão veio a Curitiba enfrentar o Atlético-PR na iminência de ser campeão paranaense - o que depois se confirmou. O Furacão fez jus ao apelido e passou por cima do Corinthians, abrindo 3x0 no placar. Durante o primeiro tempo, lembre-se que Ronaldo se machucou na costela, mas felizmente foi só um susto. Porém, nos últimos cinco minutos do jogo, Cristian e Dentinho fizeram um gol cada, deixando o Corinthians com o direito de passar de fase com uma vitória simples em São Paulo.

Agora, vamos ao que interessa. No domingo, dia 03 de maio, a grande final do Paulista. O Santos confiante, muito se comentou e se provocou durante a semana. Os santistas estavam esperançosos de uma goleada. Afinal, era a única chance que o Santos tinha de ser campeão: vencer por 3 gols de diferença.

E eu fui lá ver. Saímos de Ponta Grossa aproximadamente às 23h30 e pegamos a estrada para São Paulo. A viagem foi tranquila, bem mais tranquila que a anterior que fizemos para ver o jogo contra o Paraná. Chegamos à capital paulista às 6h30 e seguimos reto para o Pacaembu, onde é muito fácil de se chegar. Lá, decidimos ir à Avenida Paulista, que não poderia faltar. Aí arrematei: "caras, eu vou pro Parque São Jorge. Não sei como faz, mas vou de algum jeito". Meus amigos ficaram um pouco receiosos, mas também não negaram. Insisti. O motorista decidiu ir dormir um pouco e nos aguardar. Ficamos na Av. Paulista, então, conhecendo. Perguntei a dois policiais e a um dono de banca como chegar à Fazendinha. Munido de informação, ratifiquei que iria e acabaram cedendo.

Com isso, pegamos o metrô na frente do MASP, na cara e na coragem, e seguimos rumo à Zona Leste da capital paulista. Descemos no carrão, no metrô com destino à estação Corinthians-Itaquera. Lá, encontramos um dozito (membro da Camisa 12, torcida do Corinthians) e pedimos informação. O rapaz, muito gente fina, nos instruiu como chegar lá, mas fez questão de deixar o aviso: "cuidado aí, hein, rapazeada". Realmente, o lugar é bastante pobre, é a região mais pobre da maior cidade latino-americana, o que se pôde constatar desde a entrada no metrô Corinthians-Itaquera, já que era bem mais simples que os outros que tínhamos pegado, e também devido às pessoas que vimos nos metrôs, sendo boa parte de nordestinos. Encontramos muitos moradores de rua, trombadinhas, uma miséria notável. E muitos corinthianos, muitos mesmo. Zona Leste é Corinthians! Particularmente, me senti em casa.

Andamos a pé aproximadamente 15 minutos e chegamos ao terreno sagrado do Parque São Jorge. É emoção indescritível. Lá, decidimos ir visitar o Memorial do Corinthians, um lugar mágico, repleto de coisas relacionados á história do time alvinegro. É bastante moderno, com uma estrutura sensacional. Impossível ficar menos de 2 horas lá. Não pudemos visitar as instalações do clube devido ao fato de já estarmos próximos das 12h, o que atrasaria demais a nossa volta ao Pacaembu. Com isso, comprei algumas coisinhas na Poderoso Timão, só de lembrança mesmo, e voltamos ao Carrão para pegar o metrô de volta. Ah, que se conste, o metrô de São Paulo é sensacional.



Enfim, voltamos ao Paca. Ficamos um tempo curtindo o ambiente na Praça Charles Miller e às 14h entramos. Fomos de numerada. Mais uma vez, passei pelo problema com ingresso: a máquina não queria reconhecer o ingresso. O senhor que cuidava das catracas, bem atencioso, ensinou que era por causa do meu celular. E realmente, o ingresso estava junto a meu celular. Por isso fica a dica: não mantenham seus ingressos próximos de objetos que tirem sua magnetização.

E lá dentro, meus amigos, eu definitivamente estava em casa. O pessoal das numeradas canta e agita bem menos que as arquibancadas, é verdade, mas de lá dá para se ter a melhor visão do campo e ainda podemos observar o show das organizadas. Ficamos bem no centro, com uma visão excelente. E, devido à final, o corinthiano cantou como nunca nesse jogo.

Antes de começar o jogo, fui ao banheiro químico do Paca. Saindo de lá, me deparo com Biro-Biro chegando para assistir à partida. Não perdi a oportunidade e abracei o grande Biro. Vimos muitos famosos: Neto, Godoy, Mauro Beting, o presidente Sanchez, o comentarista Benja, o baterista do CPM22 (Japinha), Felipe Andreoli do CQC, enfim, todos quiseram ir ver o Coringão.











À esquerda, eu nas bilheterias do Parque São Jorge; à direita, com Biro-Biro, no Pacaembu.

Em campo, vimos o Santos colocar pressão durante o primeiro tempo. Com isso, Kléber Pereira conseguiu um pênalti que Sálvio Spínola - motivo da minha roquidão após o jogo - marcou. E KP também: 1x0 para o Santos. Mas logo em seguida, André Santos, após passe de Dentinho (finalmente sendo útil, hein, Dente?), fulminou o gol de Fábio Costa. Com o empate, o Santos se perdeu em campo, e no segundo tempo mais parecia que o Corinthians precisava marcar mais um gol. Destaque-se a insistência dos companheiros em fazer com que Ronaldo marcasse um gol no final da partida, o que até irritou alguns torcedores, e a violência de Domingos, que bateu o jogo inteiro e só foi expulso ao final, após falta de Ronaldo (o que eu filmei, conforme se constata no terceiro vídeo abaixo postado).







Ainda, vale ressaltar que o Pacaembu fechou os portões para que os torcedores das numeradas saíssem pelo portão principal, o que fez com que todos tivéssemos que sair por um portão minúsculo (o portão 10) e subir passando por cima das cadeiras mesmo, num tumulto que não pode acontecer num país que será sede de Copa do Mundo em 5 anos. Vão ter que melhorar muito para nos tornarmos mais ou menos ainda.



Mas o que importa foi ver o Corinthians campeão! E invicto (pela quinta vez), o que não ocorria desde 1972, quando o Palmeiras foi campeão. Após o jogo, descemos até a grade e acompanhamos a volta olímpica de perto. O primo do zagueiro Diego, que substituiu muito bem Chicão, estava ao meu lado. O zagueiro veio cumprimentá-lo e vi o jogador na minha frente. Também vieram Felipe, Alessandro, André Santos e Douglas, que subiu a grade e cumprimentou a galera. Sorte dele ter ganhado o título, porque a torcida já estava perdendo a paciência com ele.

Feito isso, fomos até a frente do portão principal e curtimos um pouco a festa da Pavilhão Nove. Lá, pude tirar a foto de um senhor hilário que levou um peixe para tirar onda com os santistas. Após, fomos ao carro e pegamos a estrada de volta, com a esperança de voltar em breve ao Estádio Paulo Machado de Carvalho, eterno Pacaembu.

Ronaldo e Chicão os foram artilheiros do time, com 8 gols cada. Ronaldo foi eleito o craque do campeonato e o time do Corinthians teve 7 jogadores eleitos para a seleção do campeonato paulista. Mano Menezes foi considerado o melhor técnico.





Agora, o Corinthians já eliminou o Atlético Paranaense em casa, por 2x0, com dois gols de Ronaldo e espera o adversário entre Goiás e Fluminense. Independente de quem vier, acho que dá Corinthians. O problema vai ser depois pegar equipes como Flamengo e Internacional. Mas isso consideraremos depois.

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sábado, 18 de abril de 2009

Santos se garante na final do Paulista

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Fotos: Globoesporte.com

- O Sálvio é frouxo. Só ele não estava preparado - disse Luxemburgo em entrevista coletiva após o jogo. E com toda razão.

É, seu Sálvio, o senhor é muito ruim e não merece apitar as finais. Uma pena que o senhor não esteja num futebol de um país em que se preza a justiça e a competência.

Comentário meu assistindo ao jogo quando entrou o zagueiro Domingos:

- O Mancini colocou o Domingos só para arranjar a expulsão do Diego Souza.

E não deu outra. As expulsões foram justíssimas. Domingos claramente entrou para provocar a expulsão do Diego Souza. Não digo provocar violentamente, mas sim moralmente. Não fosse a expulsão àquela hora, certamente veríamos os jogadores se enroscando durante a partida.

Em relação ao que fez o Diego Souza, fica a vergonha alheia. Lamentável demais o que ele fez e merece ser duramente punido - coisa que não é tradição em território brasileiro. Sinto pelas crianças que o têm como ídolo.

Uma coisa que tem que ser ratificada é que o jogador é uma pessoa pública e tem que assumir essa responsabilidade. Assim como Cristian fez gesto obsceno direcionado à torcida são-paulina, igualmente lamentável, Diego Souza agiu de forma irresponsável. Esses jogadores não imaginam o que suas atitudes repercutem na sociedade, sobretudo nas torcidas que estão ali no estádio. Por causa de atitudes assim, observam-se atos de violência entre torcedores, até mesmo daqueles que não agiriam violentamente caso o cenário fosse diferente. A respeito do assunto, vale ler Mauro Beting.

Diego Souza, que vergonha. Há semanas atrás, o senhor aparecia ao lado do zagueiro William, na televisão, fazendo propaganda a favor da paz nas semifinais e agora comete esse ato vergonhoso. Agora, não passa de mais um hipócrita. Que o senhor tem raça, ninguém questiona. O torcedor palmeirense sabe disso e reconhece, tanto que te aplaudiu quando saiu de campo. Mas isso que o senhor fez não é raça e sim falta de inteligência. O indivíduo que parte para a violência é porque perdeu a razão, e foi isso que aconteceu com o senhor.

Mais lamentável de tudo é o tal juiz Sálvio Spínola. Foi covarde e conivente no tocante a tudo que aconteceu. Cabia a ele punir em campo os jogadores violentos. Diego Souza desde o segundo gol do Santos estava distribuindo cotoveladas à vontade sobre os jogadores do Santos. Inclusive, recebeu um amarelo numa disputa de bola com o zagueiro santista, no qual avançou sobre este a socos explícitos que todos puderam observar. E se fosse expulso, não seria nenhum exagero. Mas, covardemente, apenas amarelou ambos os jogadores (o santista injustamente).

Todos perceberam que Diego estava nervoso e violento. Foi tão notável que o Mancini, como falei na hora, colocou o zagueiro Domingos unicamente para provocá-lo. A prática na área criminal ensina a qualquer um: a falta de punição imediata e devida tira a temeridade do indivíduo de voltar a praticar o que de proibido fez. Assim ocorreu com Diego Souza. Fosse o senhor Spínola um juiz que energicamente coibísse a violência em campo, não teríamos visto as atitudes lamentáveis no Palestra Itália.

Keirrison agora é chamado pelo torcedor palestrino de Pipokeirrison. Acho maldoso chamá-lo de jogador decisivo apenas contra time pequeno, mas é fato notório que quando o Palmeiras mais precisou, ele não compareceu. Maldito seja o futebol moderno, em que os jogadores mais jovens vivem com a cabeça em contratos milionários com times europeus - particularmente, independente do jogador, fico feliz quando estes tipos se dão mal.

Diego Souza, Pierre e Marcos também merecem parabéns. Diego Souza, apenas em relação ao futebol porque, como já falado, hoje a violência ofuscou sua qualidade enquanto jogador. Os outros dois, nem precisa dizer, são venerados pela torcida palmeirense por sua garra e demonstração de respeito à tradição e ao valor de seu time.





Quanto aos jogadores do Santos, vale destacar o frango de Fábio Costa tomado hoje, o maior de sua carreira. Ainda, há que se elogiar Madson, que é chato, incomoda a zaga adversária o jogo inteiro; Kléber Pereira que é monstro, fede a gol; Paulo Henrique, que tocava a bola com bastante qualidade e Fabão que dominou a zaga.

A Wagner Mancini, vale lhe dar os parabéns. O Santos jogou muito em ambos os jogos e os chutões que o Palmeiras dava em campo simbolizaram perfeitamente o mérito que Mancini teve em armar a equipe da maneira correta. Agora, o alvinegro praiano é forte candidato ao título, seja o adversário o Corinthians, seja o São Paulo.

Agora é esperar o jogo de amanhã e torcer para que os jogadores desse jogo sejam mais racionais e que vença o mais competente.

Repúdio à violência! Viva o futebol!

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