quinta-feira, 2 de abril de 2009

"O de cima sobe e o de baixo desce.."

Só um parênteses quanto ao show que o Vino viu, que vi o mesmo só que MELHOR, é indecifrável a energia e a qualidade do som do Nação, eles sabem o que fazem, e como sabem.

E Vino, ri muito com a teu dia de Groupie asdhoasdohasd, poderíamos fazer um programa televisivo ao estilo "Dia de Princesa" estrelando o nosso perspicaz molambo do serrado. Quem sabe, e o chamaremos de "Dia do derradeiro luar" asihdasdihoas.

Cê sabe que invejei vários momentos, só não curti aquele aperto na bunda do Dengue, e te condeno por não ter beijado o Lúcio.


Bom, chegando hoje no trampo me deparo com a notícia que o Ministério Público pede que o Tribunal de Contas investigue o CASO da contratação da queridíssima (aka fia nossa) Luciana Cardoso, filha de FHC, para um determinado cargo que "organiza documentos" no gabinete do secretário Heráglito Fortes do DEM.

Até aí tudo bem, tá tudo a base de chuva de merda mesmo, essa administração pública, no entanto o que me encasqueta é o fato do nosso excelentíssimo ex-presidente, símbolo mor da idoneidade parlamentar, até porque passado é passado e o presente é ferrado, dar declarações constantes na seguinte oralidade sabixona: "A POLÍTICA BRASILEIRA ESTÁ DESMORALIZADA...".
Mas Sr. Fernando, que diabos você fala homem de deus???!///// Tua filha trabalha em casa, é comissionada por você sabe quem, argumenta que "o senado é uma bagunça, não tem como trabalhar lá", e ainda recebe as famosas horas extras do recesso, mas que diabos !

O senhor é um desacreditado, entrou no meio da uma lorota que se desenvolveu no governo, que até então achavam importantíssimo que tivéssemos um estadista que falasse trocentos idiomas, até descobrirem que essa destreza só serviria para dialogar em termos simpáticos com os sugadores do povo.

Ou ninguém lembra da estabilidade da moeda? Claro ! à custos sociais elevadíssimos. Ou o desemprego recorde ! Ou o empréstimo junto ao FMI com juros desproporcionais à realidade brasileira. Ninguém lembra de desorientação social que era o governo FHC, só lembram dos mir tratados, dos mir acordos, dos mir amigos que o Brasil adiquiriu na época.

"O SENHOR É UM BRINCALHÃOO!#!#ç~~11" Craque Neto.

domingo, 29 de março de 2009

Uma noite com Nação Zumbi em Ponta Grossa

.

E voltou a Nação Zumbi aos Campos Gerais paranaense. Já estávamos com saudade!

Passo a contar como foi o dia.

Na verdade, já tinha comprado o ingresso desde quarta-feira, quando o mesmo ainda estava no primeiro lote, ou seja, a R$15,00. Aí foi só aguardar.

Enquanto o show não rolava...

Sábado, às 10h, acordo. No dia anterior, a banda tocara em Curitiba. Will foi, mas Picles não. Aí fiquei na ansiedade, não tive notícia alguma sobre o que rolou no show. Enfim, era só esperar.

Fui almoçar às 15h40, no Costelão, churrascaria próxima daqui, para aproveitar e ver o clássico paulista que passaria na tevê. Acabou o primeiro tempo e voltei para casa, para ver o final do jogo.

Após o jogo, um amigo ligou para irmos ao shopping Palladium para tomarmos um chopp. Ele estava acompanhado de sua namorada, que eu conheço. Passamos um bom tempo bebendo lá, quando aparecerem os roadies da Nação Zumbi. Reconheci um deles pelo fato de ele ter me dado a tracklist ano passado. Mas todos estavam trajados de Nação Zumbi, impossível não pensar que eram os auxiliares da banda. Passaram do meu lado, gritei para um deles:

- Nação!
- Ô! - um deles respondeu.
- Tamo lá depois, velho!
- Valeu, até depois!

Eles foram em busca de comida, não quis atrapalhar muito. Foram se sentar bem longe de onde eu estava. Aí passaram-se alguns minutos e resolvi ir até a mesa deles. Quando estava próximo, eles se levantaram para ir embora. Aguardei um instante. Uma vez eles levantados, segui a direção, me encontrei com eles no "corredor" que as mesas da praça de alimentação proporcionava e falei novamente:

- Nação, rapazeada?
- Ô, com certeza! - respondeu um deles, com a camisa da Nação Zumbi preta, com "Técnica" atrás.
- Tamo lá depois rapazeada! - e bati no peito duas vezes, num sinal demonstrando algo como lealdade à banda.
- Valeu, velho, até depois!

Aí voltei à minha mesa, tomei mais algumas, conversamos - eu, meu amigo e sua namorada - sobre a diferença entre Nordeste e Sul, afinal, eu acabo sempre sucitando esse tema. Mas nada de fanatismos, é preciso respeitar as diferenças.

Conversamos, bebemos e tal. Aí olhei no celular: eram 21h:

- Meu Deus, vai começar o jogo do Coringão!

Me despedi, corri para o ponto de ônibus, esperei uns 15 minutos e fui direto para o bar onde a galera alvinegra se concentraria para assistir ao jogo. Eu moro perto, então fui até à minha casa, vesti uma camisa do Corinthians (antes, eu estava com uma camisa que diz "Bahia, terra da magia e do carnaval" e um colar altamente afrobaiano). Corri para o bar, paguei o preço para entrar e peguei as cervejas a que tinha direito. Puxei vários cantos, animei a galera. Afinal, Mano Menezes não consegue fazer isso.

Deu o primeiro tempo, corri para casa, tomei banho, vesti uma outra calça, uma camisa de Luiz Gonzaga comprada em João Pessoa, botei um boné preto na cabeça e coloquei um colar mais afrobaiano que o outro. Viva o Nordeste!

Isso devia ser umas 22h30. Arrumei tudo, coloquei no bolso tudo que precisava: celular, grana, identidade e o ingresso. Saí de casa e fui direto para o show, que se realizaria a 5 minutos da minha casa. Ó, mas que azar! No meio do caminho me lembrei que tinha me esquecido de alguma coisa para a banda autografar. Dei meia volta, entrei em casa novamente e peguei o encarte do disco Nação Zumbi para esse fim. Feliz de mim que moro perto do local.

Dei mais uma pernada e cheguei ao local. Entrando lá, reencontrei o mesmo cara responsável pela venda das camisas da banda que veio no ano passado, negociei uma camisa tamanho G (a única!) e falei para ele reservar, visto que eu não tinha onde guardar. Beleza, ele deixou de lado, reservada para mim.

Um minuto depois, apareceu o amigo com quem eu tinha combinado de encontrar e sua esposa. Nos cumprimentamos e ficamos conversando uns minutos. Nisso, entra um outro cara que conheci no estágio, este com sua namorada. Aí conversamos mais, conheci um cara que faz Direito no matutino e tal, e aí voltei para a mesa onde os amigos iniciais (Luís Virgílio e Ana) estavam. Aproveitei e deixei minha camisa na bola da Ana, assim como a tracklist que depois eu pegaria. Ainda estão com eles, tenho que ir lá pegar.

Lá, de repente apareceu Dengue, baixista da banda a se apresentar. Então, soltei da mesa onde estava sentado algo como:

- Dengue?!
- Opa, velho.
- E aí, meu velho. Muito prazer! Como vai?
- Tudo beleza, cara.

E aí já era, fizemos amizade. Depois que expliquei a Dengue que eu era um nordestino vivendo no Sul e que estava bastante ansioso para o show, já era. Conversei uns 10 minutos com o baixista da Nação Zumbi, como se fosse um cara qualquer num bar. Super gente fina! Dengue, preocupado em relação à distância de onde estou morando, fez uma pergunta sobre um item que todo nordestino dá extrema relevância:

- E o "cumê", cara, como é que você faz? - perguntou ele, fazendo gestos com a mão como se estivesse comendo algo.
- Aaaah, meu amigo, a gente se vira. Manteiga da terra, tapioca, rapadura...
- Viiiixi homi, fale não! - reagiu ele.

Continuamos conversando. Falei para ele que "essa é uma das poucas oportunidades no ano inteiro que tenho de manifestar minha nordestinidade sem problemas", o que ele levou em consideração, percebendo que realmente gosto da banda. Meu amigo chegou junto, após perceber que o cara era realmente acessível pelo fato de minha conversa com ele já estar se alongando, e engrossou a conversa. Aí ficamos trocando ideia. Falamos sobre muitas coisas, sobre o show antigo deles (há quatorze anos atrás aqui) e demais assuntos. Perguntei a ele se ele sente diferença entre os públicos do Sul e do Nordeste. Ele falou que é clara a diferença, que ambos os públicos reagem diferente, que as danças são outras no Nordeste e que músicas que o público de lá gosta mais aqui são outras. Quando o assunto terminou, falei com Ana, a esposa do Virgílio, para que tirasse uma foto nossa. Ficou muito legal (como se pode conferir). Também combinamos de nos encontrar no camarim para trocar ideia.

Aliás, nessa conversa, destaquei a questão que nesse ano a casa teve a ideia de colocar uma grade separando o palco do público. Dengue comentou em seguida, disse que não gostou da ideia e que ia pedir para tirarem a grade. Cinco minutos após nossa conversa, os seguranças estavam tirando a grade. Ou seja, interferi diretamente no show, mesmo que ninguém saiba disso além do meu amigo.

Passaram-se alguns minutos. Nesse período, apareceu Jorge du Peixe para testar o som do microfone. Fui à frente dele (uns dois metros) e gritei: "arreia, Jorge!". Ele sinalizou um "beleza, velho" e já me dei por satisfeito. Fui beber mais.

Aí chegou a tão esperada hora. Os roadies começaram a testar os intrumentos e aí o povo se concentrou próximo ao palco. Após ir algumas vezes ao banheiro, estabeleci meu lugar de frente para o vocalista (Jorge). É, curti o show inteiro a um metro e meio da banda. Novamente. Inclusive, meu joelho ficava na altura do palco, e com a pressão que o público fazia acabei ralando-o durante o show inteiro. Está doendo até agora, inclusive. Isso é que é ser tiete. Aliás, foi tão perto que num determinado momento Du Peixe colocou a mão na minha câmera, porque estava muito perto.

Enfim a banda entrou. Loucura total. O público da casa foi à loucura. Os caras tocaram muito. No começo, por estar muito perto de Jorge du Peixe, não escutava muito bem os vocais. Na verdade, escutava mais a guitarra e as alfaias de maracatu do que qualquer outra coisa. Sinalizei para Dengue - meu novo amigo - que não estava ouvindo Du Peixe. Aí ele explicou, também por sinais, que era pelo fato de eu estar muito próximo ao palco. Aí entendi.

Curti o show dos caras muito próximo, assim como fiz em 2008. Muito foda. Fiz altos vídeos, os quais estão disponíveis no YouTube. Inclusive, comentei com Du Peixe e Pupillo no final: "amanhã vocês já estão no YouTube", o que lhes proporcionou risadas. Também tirei fotos. Só fiquei puto por ter descoberto que minha bateria estava pela metade. Por que nunca está perfeita quando precisamos dela? O fato é que funcionou a noite inteira, felizmente. Obrigado, bateria!

Para minha surpresa, a galera no público reagiu bem melhor do que no show do ano passado. Ainda bem! O pessoal estava animado e cantou o show inteiro junto a Jorge du Peixe. Foi muito bom. Inclusive, Pupillo comentou comigo isso no final do show. Disse que o show deste ano foi melhor que o do ano passado, que a galera participou mais. Ora, divulgaram o show em cima da hora no ano passado, o que não aconteceu esse ano. Foi natural um público maior esse ano, basta a casa de show ser mais organizada!

Após o show, conforme eu tinha combinado com Dengue na conversa antes do show, tratei de entrar no camarim para novamente trocar ideia com a banda. Estava apossado de minha câmera, é lógico. Isso além do encarte do disco a que me referi antes.

Antes de entrarmos, Toca Ogan apareceu com sua namorada e trocou ideia com quem estava ali aguardando. Ofereceu-se para autógrafo e foto. É lógico que aceitei ambos.

Enfim entramos, sensacional! O camarim tinha sido reformado há pouco tempo, então só conhecemos na hora mesmo. Chegando lá, encontramos Lúcio Maia e Dengue logo de cara. Falei:


- E aí Lúcio, parabéns pelo show velho, tocou muito!
- Valeu, cara!

E também:

- Enfim, Dengue, cá estamos! Parabéns pelo show, cara! - isso esperando que ele me reconhecesse.
- E aí, cara, valeu aí! Pode chegar aí... - é, ele me reconheceu.

Nisso ficamos eu, Virgílio, Ana e o cara que faz Direito matutino (o único que tinha uma caneta, para nossa felicidade) trocando ideia com os caras. Perguntei: "ninguém tem uma caneta pra emprestar aí, não?", ao que Aí Lúcio Maia acrescentou:

- Ninguém aí tem um baseado, não?

Rimos. Ano passado, também cometi essa falha, mas Bola Oito me emprestou uma caneta.


Aí fui de encontro a Bola Oito e outro percussionista novo da banda (confesso que não sei o nome). Pegamos autógrafos de ambos e tiramos fotos. Depois, pegamos autógrafo de Pupillo e Du Peixe. E por fim, fomos pegar com Dengue e Lúcio Maia. Aí partimos para as fotos, isso no final do camarim, onde estavam Du Peixe e Pupillo. Tiramos com Du Peixe, Pupillo e Lúcio Maia. Uma das fotos foi tirada por uma menina que estava lá com eles sabe-se lá o porquê. Outra foi tirada por Pupillo, muito solícito.

Aliás, ficamos conversando por um bom tempo com Du Peixe e Pupillo, que foram muito gente fina. Na hora da foto, meu amigo, devido a seu peso, brincou que ia esmagar os caras. Du Peixe comentou:

- Ah, cara, tenho vários amigos que são assim do seu tamanho. Conhece a banda Eddie? - perguntou ele direcionado a meu amigo.
- Sim, banda Eddie lá de Recife! - intervi, demonstrando que conhecia a banda.
- Então, o baterista da banda é grande assim também (risos).
- Hahaha - todos rimos.
- Tem o tecladista da Mombojó que é grande também - comentei, o que fez todos rirem, principalmente Du Peixe e Pupillo, que gostaram da piada.
- Hahaha, é verdade. Chiquinho também é.

Fiquei maravilhado com o fato de a banda rir de uma brincadeira minha, ao que acrescentei: "pô, Chiquinho é reforçado, é ou não é?". Rimos mais.

Também comentei com eles o fato de eu ter gostado de eles terem tocado Siba e a Fuloresta durante o show - mais exatamente, as músicas Será e Bringa. Falei também sobre os recentes lançamentos dos discos de Siba e Roberto Côrrea e também de Comadre Fulozinha.

Após isso, cumprimentamos todos, juramos lealdade ao próximo show e pedimos que voltassem o quanto antes à cidade. Eles assumiram o compromisso, vamos aguardar.

Depois disso, meu amigo e sua esposa foram embora. Fiquei sozinho, fiz amizade com um recifense que mora em Guarapuava. Infelizmente, a mulherada estava fraca. Mesmo assim, fiquei curtindo um sambinha, dançando que só. Depois, fiquei vendo todo o processo de desmonte das coisas da banda. Gostei de ficar vendo, queria ver cada coisa sendo tirada. Nisso, perdi a saída da banda. Besteira minha, ano passado eu até filmei a hora que foram embora. Mas eu já tinha abusado, não precisava mais.

Aí fui pagar. Entreguei meu cartão de débito, porém a máquina não estava funcionando. Estabeleci um compromisso de ir até minha casa, pegar dinheiro e voltar para pagar em 10 minutos. Afinal, a despeito de este país não valorizar a ética, eu trato de fazê-lo. Poderia muito bem não voltar, mas o fiz. Fui até minha casa, peguei o valor em dinheiro, coloquei o MP3 no ouvido com música nordestina (forró e maracatu) e voltei. Quando voltei, o cara falou que a máquina voltara a funcionar. Melhor ainda: paguei com o cartão e fui embora.

Aí fui-me embora, sem conseguir me conter de felicidade. Passei novamente pela frente do mesmo Costelão já citado aqui, onde o pessoal que curtiu o show se concentrou. Realmente, esse ano o público foi bem melhor.

Nação Zumbi, vocês são foda! Chico Science, tu também. Afinal, todos nós sabemos que você estava lá.

Chico eterno! Viva Nação Zumbi!

.

Como foi Nação Zumbi em 2008

.







Vídeos próprios.

.

sexta-feira, 27 de março de 2009

E o que se leva dessa vida?

.

Diz aí, Cyro Monteiro, o que se leva dessa vida!

Clique aqui


O que se leva dessa vida
(Pedro Caetano)


O que se leva dessa vida
É o que se come, é o que se bebe
Que se brinca, ai, ai
O que se leva dessa vida
É o que se come, é o que se bebe
Que se brinca, ai, ai

Ai, como sofre o usurário que tem tanto
Que não sabe o que fazer
Como padece o coitadinho
Que se mata sem ganhar nem pra comer

Eu nada tive, o que tenho nesta vida
São as ruas pra andar
Mas meu consolo é que essa gente que tem tudo
No caixão não vai levar

.

domingo, 22 de março de 2009

Glórias ao Vitória de Guimarães


Quando me tornei graduado em Educação Física repensei minha vida acadêmica e descobri que ganhei três grandes presentes para o resto da vida, claro, o literal conhecimento da arte de educador físico, assim como toda a sua riqueza na área das ciências humanas, o que muita gente desconhece. A outra foi uma belezura de namorada, complemento de muita coisa, e com uma fenomenal característica de se tornar indispensável no dia-a-dia, não só no meu, mas de muita gente. E o outro presente foram os amigos, e cacetada, quanta gente futita. Geral do Cagigal, os que passaram, os que ficaram, os que estão longe, os que estão perto, os que existem !

Dentre os que passaram, mas que, quando pode, sempre está presente com a geral, é o Marquinhos. Mulhéqui maroto e gente fina, como todos.

Apareceu do nada no meio do curso, vazou no meio do curso também, mas não tem quem não goste/gostou do mulhéqui.. E agora, geral torce por ele também.

Atualmente, o camisa 39 do Vitória de Guimarães , time prodígio de Portugal.

Marquinhos deu um tapa pelo EC Cagigal, já nas ligas universitárias desse brasilzão, mas sempre foi conhecido nas categorias de base dos times paranaenses, sempre com muito prestigio. No entanto, não conseguiu mostrar seu chutebol aqui no Brasil, e então resolveu aderir a LEI DE GIL e foi tentar a sorte em Portugal, e desde então, se é um Tupãzinho ou não, vem crescendo chutebolísticamente junto com o Vitória. Pois, além de muitos e belos gols, vem acumulando sucessos, como a participação relâmpago, quiçá prematura, na Liga dos Campeões da Uefa 07/08.

Como nos três anos que Marquinhos está no Vitória, continuamos torcendo ainda mais por esse mulhéqui do Cagigal, e para angariar ainda mais fans segue lá a última jogada genial dele em partida valida pelo Portuga: Benfica vs Vitória .

Tá bonito, tá beleza né, tá voando o mulhéqui, e logo contra o glorioso Benfica. Finalizando com um gol ah lá RIVA contra os ingleses na semi da Copa de 2002.

Mais um grande exemplo que a LEI DE GIL bem estudada e aplicada com dedicação é sinônimo de sucesso.

Sempre torci, em Portugal, pelo queridíssimo CHAVES - ou Grupo Desportivo de Chaves, desde a época de Elifoot2, e mesmo estando na segundo divisão do Portuga, é um Clube de grande torcida em Portugal.

Mas o Vitória vem conquistando meu coração, e o que importa é que o futegol sempre foi e será puro amor.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Mas que diabos

O boletim do CNTE destacou: Câmara aprova direitos da mulher como disciplina no ensino médio

É muito válido que essas questões humanitárias e/ou humanísticas sejam debatidas já na escola, eu que também sei até por experiência, que discussões sobre a moral, os direitos humanos, a ética humana, é e pode ser muito, mas muito, aproveitadas no âmbito escolar.

Mas porque não abordarmos os direitos humanos como um todo? Mas diabos, isso não contrapõem a busca pela igualdade, já diferem os sexos por, talvez inocência, fenômeno cultural brutal, e então manifestações que podem engrandecer essas barreiras são formadas pelas mesmas barreiras.

Sabemos que o povo não é burro, mas infelizmente, é ignorante, pois então um simples eixo que pode desvirtuar a ideologia principal de ações sociais/educacionais tem que ser analisado e compreendido realmente como um "eixo que pode desvirtuar...".

Mas que diabos.

terça-feira, 17 de março de 2009

Não gostei

As novas mudanças na fórmula 1 não me agradaram.

O Campeão será quem vencer mais corridas? Cacetada, e se o Rubinho vencer as 10 primeiras? lol, o campeonato acabaria. Não há o que mudar, o campeonato já está competitivo, com a equipe mais equilibrada durante o ano sendo a vencedora. Mas que porra, mas que porra.

Talvez teremos emoção na reta final das corridas, quem tiver atrás do primeiro colocado vai botar pra fuder pra cima, pra ganhar uma posição mais, e mais valiosa. Tá certo, a primeira colocação já tinha sido desvalorizada desde a mudança na pontuação, equiparando a distância dos pontos por colocação, mas não uma mudança tão radical, o certo seria voltar ao 1º=10pts; 2º=6pts;.. O vencedor merecia levar mais vantagem.

E, cacetada, quantas campeões mundiais não seriam campeões mundiais? Wtf, não devem revirar os mortos.

Muitas vezes é preciso tomar muito no coco pra saber que mudanças radicais podem não ser tão, bem, mudanças radicais. Não vai vingar, ah lá hein.

Agora que, como até os analistas da F1 estão dizendo, "Rubinho finalmente poderá brigar pelo título..", temos essa oportunidade de ver um grande piloto, segundo os próprios pilotos, porrar o brasilzão, vem mudança pra fuder o véio. Cacetada, quanto palavrão Rubinho.

Ainda torço por Rubinho estrelar um filme do mestre Sylvester. Sendo um personagem fodilhão, do tipo moço experiente que chega pra "botar banca sem era nem bera", e termina como um mico de circo adestrado pela máfia das peças automobilísticas.

Poderia até ser um ALTA VELOCIDADE 2. lol

segunda-feira, 16 de março de 2009

50 segundos

Bastaram 50 segundos para que Ratinho, até então cotado para deixar o clube desde o início do ano, deixasse sua marca de jogador diferenciado. Não apenas pela aplicação tática e física que sempre demonstra nos jogos no estradinha, mas sim pela total intimidade com o fundamento - arremate à baliza.
Já que, ainda, não sei usar o upvideo, confira o gol aqui.

Se fosse no PES sua "precisão de arremate" seria valorizada com 88 pts, enquanto a "potência de arremate" seria 83 pts, bons números para um jogador que AINDA não despontou para o chutebol paranaense, quiçá mundial, mas aguardem, esse mulhéqui do mangue vai dar o que falar.
Fato é que fugimos da zona da morte, estamos no agrião, logo estaremos beliscando o talho de gordura da picanha dos grandes.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Zabé da Loca

.



Senhoras e senhores, Zabé da Loca:

Tocadora de pífano.

Tornou-se conhecida como Zabé da Loca quando morou por 25 anos numa loca (gruta).

Retirou-se do sertão pernambucano para a Paraíba ainda menina. Conheceu logo o trabalho rural, sem chances de freqüentar a escola. Aos sete anos aprendeu a tocar "pife", conforme os sertanejos chamam o instrumento, com o irmão Aristides, do qual não sabe mais o paradeiro. Dos 15 irmãos, Zabé viu morrer oito, de fome, sede e doença. Passou a vida entre o trabalho com a enxada e o ofício do pífano.

Teve que conviver com o assédio dos donos das fazendas em que trabalhou quando jovem. Por conta desta situação, engravidou e deu a luz a uma menina. Mais tarde, encontrou seu companheiro, Delmiro, já falecido, com quem teve dois filhos. Com grandes dificuldades de ordem financeira, ao ter sua casa desmoronada, Zabé foi morar com a família sob duas pedras na Serra Tungão, permanecendo lá por 25 anos. Precisando trabalhar na roça, e não tendo com quem deixar as crianças, cavava buracos no chão, sob as sombras da árvores, cobrindo-os com trapos, para que ficassem ali protegidas até o fim de sua jornada de trabalho.

Mora atualmente no assentamento Santa Catarina, município de Monteiro, sertão da Paraíba, distante 322 quilômetros de João Pessoa.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira






O Um Que Tenha disponibilizou seu último disco para download. Basta clicar aqui.

Além disso, não custa conferir informações sobre o disco que o NordesteWeb descreveu muito bem aqui e também a Revista RAIZ..

Inclusive, Chico César, em seu último disco, fez uma música em homenagem a essa grande mulher brasileira:

Ouça aqui

Salve Zabé!

.

Pense numa pisada

.

Rapaz, pense num forrozin arrochado.

Eita que numa pisada dessa dá pra ir até o sol raiar!

Clique aqui



Buli com tu / Chegadinho / Forró Brasil
(Trio Virgulino)

.

Jogador do Newcastle não respeita a Lei de Gil

.

Atualmente jogando no Newcastle, o jogador espanhol Xisco, que inclusive já foi convocado à Seleção Espanhola, teve seu - digamos - segredo revelado recentemente.

Ocorre que alguém descobriu algumas fotos suas se relacionando explicitamente com outras pessoas do mesmo sexo de maneira a confrontar com as regras estabelecidas pela Lei de Gil - a regra que também norteia os criadores desse blog.

Mal intencionada ou não, o fato é que essa pessoa espalhou via Internet essas fotos. Ou seja, agora todo mundo sabe.

Para conferir essa afronta imperdoável à Lei de Gil, clique aqui.

Herege!! Queimem-no!!

Créditos para o Bar Deportes pela divulgação dessa heresia.

.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Chega ao fim a batalha com o Maquinista?


Pra quem não sabe, moro há 30m da linha do trem, que passa pelo Centro de Curitiba, mais precisamente na Av. Pres. Afonso Camargo - em frente am moinho Anaconda. Bem por isso, conheço bem essa pequena, mas insinuante - como um Midas antagônico, parte da malha ferroviária da capital.

O Maquinista, ou o Co-maquinista, bate o ponto ás 6:30h, dependendo do dia até antes, varia nos fins de semana, varia, varia, VARIA A CARGA, que são turistas, e dia de semana, geralmente, são grãos. E trabalha, o desgraçado, até ás 23h~0h. O pior é pensar que de fato esse terror sonoro é necessário, pois volta e meia vemos um carro atravessado na linha do trem.

Outro fato é que já me acostumei, não acordo, nem com chute na nuca, mas quando acordo, levante, alongo minha coluna e então ele buzina, ah !*&#&*!*!!!!11, bolinhas da sabão.

Bem agora vem a notícia boa, mesmo que já houvesse essa hipótese há uns 5, há uns 3, há uns 2, anos atrás.. mais uma esperança: NOVO Projeto Urbanimo quer tirar o trem da capital.

Mesmo que, a questão turísticas é altamente recomendável, porque a malha ferroviária que vai até Paranaguá, Antonina.. é de uma beleza natural excitante, a via pelo meio da cidade é conflitante com o bom humor da população.

Isso que não contei quando o trem estraga, fazendo com que a cidade não abra suas portas, pelo menos da rodoferroviária sentido centro.

Porque o desgraçado do Marcelinho Paraíba declarou que "tem interesse em ficar até o fim do ano", mas assinou um contrato que o libera de qualquer boa proposta na primeira janela pra gringa?

Que é um bom jogador, que vai dar certo no Coxa, não há dúvidas, mas, cacetada, fala logo que o interesse é zero.

Flamengo não paga, tem gente que não trabalha de graça, ô futebol carioca, alegria do meu Brasil, meu carnaval viril.

Créditos: Paraná-Online

terça-feira, 10 de março de 2009

Tabelas das séries A e B e troca de famílias rivais

.

Ontem, a CBF divulgou a tabela detalhada dos Brasileirões das séries A e B, disponível no seguinte endereço:

Tabela Série A 2009

Tabela Série B 2009

Mas a dica do dia fica por conta do programa da TV Record chamado Troca de Família. No programa dessa semana, que vai ao ar nas terças e nas quintas, às 22h45, haverá a troca entre uma família de integrantes da torcida organizada Gaviões da Fiel com uma família da Mancha Verde, ambas rivais.

Segundo os bastidores, aconteceu de tudo nesse espisódio, o que só poderá ser visto a partir de hoje. Portanto, vale a pena conferir!

.

Um Paraíba incomoda muita gente, dois Paraíbas incomodam muito mais!!!!

Ronaldo? Que nada!

Marcelinho Paraíba chegou ao Glorioso ontem pela tarde e vem pra comandar a equipe no ano do seu centenário. A torcida espera a oportunidade para ver em ação a dupla Carlinhos Paraíba e Marcelinho Paraíba.

Anotem aí, essa dupla dará o que falar!

Rumo a Tóquio!!

Créditos da Foto: Gazeta do Povo

segunda-feira, 9 de março de 2009

Torcedores de verdade

.

Quando falo em "torcedores de verdade", é óbvio que excluo aqueles covardes que se escondem atrás das cores de um uniforme e de grupos de prepotentes para cometerem crimes, estragarem o espetáculo e afastarem pessoas com boas intenções dos estádios.

Eis aqui, minha gente, um exemplo de torcedores reais do futebol:



E parabéns à Rede Globo pela iniciativa. Seria bom se todo mundo valorizasse e respeitasse o que posso chamar de bom torcedor. Afinal, sem nós, seriam apenas 22 homens correndo atrás de uma bola.

.

Ébrios, a nós

.

Em homenagem a todos os ébrios, trago esse clássico:




.

"Um homem abandonado pela mulher que busca consolo nas garrafas". Para que mais descrição? Sensacional. Porém, aí vai a sinopse:

Ele encarna um homem que perde toda a fortuna, é ignorado pela família e afoga as mágoas no fundo do copo, como nos versos da canção mais conhecida do cantor: "Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer/Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou/ Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer..."

Depois de vagar sem destino, ele encontra um padre, que o convida a morar na sacristia. Sonhando em terminar o curso de Medicina, ele se inscreve em um programa de calouros e acaba contratado.

Com o sucesso, torna-se um cirurgião famoso e se casa com uma enfermeira, mas o destino continua a perseguir o infeliz ébrio, que ainda enfrentará muitas decepções. (Cássia Borsero)

Fonte: ZAZ Cinema
http://www.terra.com.br/cinema/drama/ebrio.htm

Ainda existe a do Adorocinemabrasileiro.

Para download do filme, abrir o Emule e clicar no seguinte endereço: Emule. Créditos, MkO.

Sensacional!

.

domingo, 8 de março de 2009

Gordos por ti, Corinthians

.




E o Fenômeno voltou. Jogo esperado há um ano por todos os corinthianos que tiveram que suportar um longo 2008 de segunda divisão, sem clássicos, sem grandes partidas, uma emoção ali e outra acolá - ainda mais considerando-se que o treinador era o Mano. Não obstante, um vice-campeonato na Copa do Brasil, perdendo para o surpreendente Sport, que atualmente tem se dado bem na Libertadores.

Deixando tudo isso de lado, começou um 2009 com a diretoria vendendo esperança para os torcedores alvinegros. Eu, incrédulo, sempre disse que a contratação de Ronaldo era mais marketing que melhoria técnica do time. Ainda bem que a gente se engana.

Antes do jogo, a família estava dividida. A mãe neutra, eu e minha irmã alvinegros e meu irmão e o pai da família alviverdes. Ou seja, a ansiedade tomou conta da casa. Duas horas antes, o rádio e a TV já estavam ligados em sintonia com Presidente Prudente. No Bolão do Lancenet!, no meio da semana apostei 1x1 na partida, lembrando sempre que o Palmeiras está um timasso, mas também que clássico é clássico. E deu certo.

O jogo de hoje foi chato no primeiro tempo. Aliás, chatíssimo. Nem parecia clássico. Estava entediante. Na cama, estava eu com a camisa sagrada de 77. Do lado, em sua cama, meu irmão com sua camisa alviverde do ano passado.

No primeiro tempo, poucas chances para o Corinthians. O maior perigo foi uma cabeçada do Palmeiras com a força de um chute que o goleiro Felipe jogou muito bem para escanteio. Mas, em suma, o primeiro tempo não merece mais comentários além de "chato", então comentemos o segundo tempo. Aliás, Mano Menezes, cagão, não teve hombridade de voltar logo com Dentinho no intervalo, mantendo o poste do Souza no ataque e tirando-o aproximadamente aos 10 minutos. Além de comprovar a ruindade do jogador, ainda o submete a vaias da torcida. Merecidas, sim, mas evitáveis pelo treinador. Vida que segue. À essa altura, o Palmeiras já estava à frente do placar com um gol de vantagem. Falha do Felipe? Talvez. Na hora, crucifiquei o goleiro corinthiano, mas depois de ver que a dupla de zaga também falhou e que o time não pôde treinar naquele gramado porque o Luxa, detentor do mando de campo, não permitiu que o Corinthians o fizesse, tratei de perdoá-lo.

Depois entra R9 e eu, ainda incrédulo, não botei muita fé, mas esperava dele qualquer jogada que pudesse desequilibrar. Aos 33 minutos, Ronaldo dá um chute espetacular lá onde folcloricamente diz-se ser o local onde a coruja dorme. Um chute maravilhoso! No momento, disse a meu irmão: "Porra, se essa bola entra o mundo ia acabar, ia ser um golaço".

Seguindo o jogo, o time criou uma ou outra oportunidade. Dentinho tentou criar alguma coisa, mas suas pedaladas ineficazes na lateral de campo continuam irritando o torcedor. Vê se aprende, moleque. O Palmeiras teve muito mais chances que o Corinthians no segundo tempo. Nos contra-ataques, com a defesa mosqueteira geralmente desorganizada, o time verde perdeu algumas chances de matar ali a partida. E não foram perdoados.

Aos 44 do segundo tempo, Ronaldo ainda dribla um zagueiro na lateral esquerda, avança na grande área e cruza de canhota. André Santos, na entrada da pequena área cabeceia no cantinho do gol palestrino, mas o goleiro Bruno espalma para escanteio. Não deu nada. Em seguida, aos 41, o camisa 14 do Palmeiras, Fabinho Capixaba, é expulso ao receber o segundo cartão amarelo. Após, aos 44 do segundo tempo, Chicão ainda chuta uma bola dentro da grande da área, após cruzamento originado da cobrança da falta da expulsão, que passa muito perto do gol. À essa hora, sem muita fé num gol de empate, já tinha tirado minha camisa alvinegra de 77, dobrado e guardado na mala, já que após o jogo eu pegaria carona com um amigo meu com destino a outra cidade. Mas a troquei por uma camisa que homenageia o Doutor Sócrates, o Magrão. E que sorte ela trouxe.

Finalmente, aos 46, Douglas lança Elias dentro da área. A bola sobra na lateral direita alvinegra, próximo ao bandeirinha. O jogador do Palmeiras que retomara a bola para o time faz lambança, a bola volta para Elias, mas Marcão joga a bola para escanteio. Enfim, Douglas acerta um cruzamento, a bola passa por todos, inclusive pelo goleiro Bruno, e de forma mágica, no segundo poste da trave, a bola vai de encontro com a cabeça fenomenal de Ronaldo. Gol! E o mundo caiu. Saí correndo e gritando muito. Quem estivesse dormindo nas proximidades àqueles horas, sinto muito, mas acordou na mesma hora. Corri pela casa inteira. Meu irmão continuou no quarto sem conseguir crer no que via. Fui de encontro com minha irmã, vestida belamente de Corinthians, que via o jogo junto ao pai. Corri, pulei, gritei, abracei-a e rodopiamos gritando muito, muito mesmo. Uma sensação incrível.

É por essas e outras que todos os dias tenho que te dizer: obrigado por tudo, Corinthians. R9, seja bem-vindo a essa grande loucura chamada Corinthians. Obrigado por hoje e boa sorte nessa caminhada que tem tudo para dar certo. E galera do Manchester United, realmente vocês têm razão. Só existe um Ronaldo mesmo, e felizmente ele joga no alvinegro de Parque São Jorge. Vai, Corinthians!

Créditos para as fotos: Globoesporte.com.

.

"Pirataria é desobediência civil", diz Gilberto Gil

_

Estreiando no blog, finalmente dou as caras. Para quem ainda não entendeu, no nosso blog vale tudo: futebol, política, mulheres, música, enfim, só não vale aquilo que Gil (o jogador, não o músico) decretou em sua lei. Viva a Lei de Gil!!

Dito isso, vamos a outro Gil, o mestre baiano.

Estava navegando por comunidades interessantes no universo orkutniano quando tomei conhecimento da entrevista que Gilberto Gil, ex-Ministro da Cultura, deu ao Terra Magazine recentemente. Sempe lúcido, Gil comentou sobre a pirataria no Brasil.

E, por estar de acordo com o músico baiano, posto aqui trechos da entrevista.

Gilberto Gil: "Pirataria é desobediência civil"

Terra Magazine - A indústia fonográfica cedeu a essa nova democracia?
Gilberto Gil - Sim. Se não cedeu ainda, parcialmente ou em alguns aspectos, é uma questão de tempo, não tem muito mais para resistir. Não sei em que base essa lógica de hegemonia e dominância do modelo industrial da cultura, seja lá por que for, em que base eles vão buscar sustentar uma visão de manutenção dos seus interesses intactos. Não sei. Não vejo. Falo de democracia exatamente nesse sentido. Há um ímpeto. Tudo o que eles próprios criam, tudo o que é produzido pelo mundo hegemônico da dominância capitalista, é elemento de fortalecimento da base democrática. Você pega todas as novas tecnologias, tudo o que está na Bolsa da Nasdaq, os grandes empreendimentos da indústria de ponta no mundo... Eu estava falando de um computador de dez dólares! Vai estar aí o projeto da Índia e do Japão. Quando você fala de um computador de dez dólares, de qual exclusão digital você pode estar falando a médio prazo? No momento em que você tenha computadores espalhados por aí, como é que você vai evitar o MP3, o MP4 e etc. etc. etc.? Não vai.

Ainda pode haver uma RIA, a sociedade das indústrias fonográficas americanas, que faz lobby no Congresso, ainda pressiona a Suprema Corte americana pra não dar ganho de causa aos jovens... Ainda pode, por quê? Porque é a classe média americana, a sociedade americana que tem computador. Mas os grandes mercados mundiais da música ainda estão com eles, que ainda vendem discos, ainda vendem DVDs. No momento em que um menino lá da tribo de não sei onde, da periferia, tenha computador, e as lan-houses estejam em todas as casas, cada casa seja uma lan-house (risos), em todas as favelas... Como eles vão controlar o desenvolvimento? Não é o desdobramento natural dos produtos, das tecnologias, dos instrumentos, das ferramentas, que eles mesmos ofereceram?


No Brasil, não dá pra fazer uma inversão? Grande parte dos artistas se acomodou muito mais à visão conservadora do que a própria indústria fonográfica. Porque a indústria sente no bolso.
Sente mais rápido porque os artistas recebem por último! (risos) Eles recebem as migalhas que a indústria quer deixar pra eles. Mas quem recebe mesmo o volume polpudo é a indústria, eles é que sabem onde está o buraco. Eles estão começando... Mesmo que tenham chegado tarde também. Você vê que toda análise mais acurada que o sistema faz nos Estados Unidos e na Europa é de que eles chegaram tarde. Tanto é que eles não conseguiram muito mais, nem conseguem. A União Européia chegou primeiro do que eles, não é? Os fóruns informais mundiais, as redes mundiais, a blogosfera chegou primeiro. Todos chegaram primeiro do que eles.

Por que resistir?
Eles querem resistir. Porque isso é natural, eles são refratários, são acomodados, e são ciosos dos seus interesses, que eles tendem a interpretar como seus direitos. Acham que seus interesses têm que ser interpretados como seus direitos. Às vezes não são seus direitos, são só seus interesses, que não precisam ser respeitados como direitos. Não são direitos, não. A pirataria tem direito a desafiá-los. Pirataria é desobediência civil. Tem que ser vista assim, também. Não tem que ser vista só como criminalidade. Tem que ser vista como desobediência civil! Assim como os protestos das esquerdas, dos sindicatos...

É resposta à exclusão cultural?
É resposta à exclusão, um desafio para a criação de novos modelos, um desafio para a abertura de espaços mais democráticos, de participação. Não à toa está sendo politizada. O Partido Pirata já tem 2% do eleitorado na Suécia. Já tá concorrendo, já tem candidatos concorrendo na Alemanha. Por exemplo, nós já temos o OPP, o POP, Partido da Organização Pirata, na Suécia...

Tem que ser Pop mesmo...
É... No Brasil, devia ser Pop!

O Brasil já teve a pirataria avant-première, com Tropa de Elite.
Pois é! Coisas desse tipo. São antecipações irrecusáveis, que precisam ser feitas, porque são experimentalistas, são feitas com a missão generosa de ampliar os espaços, forçar a elasticidade. Não são necessariamente só associação criminosa. Então, a criação dos partidos da pirataria... Estou falando de três ou quatro países que já os têm, como a Suécia, uma civilização, uma sociedade irrepreensível, pelos nossos próprios padrões de leitura. Tá lá o partido advogando as questões da pirataria, colocando em leitos mais seguros, em canalizações mais convenientes a discussão sobre o que é propriamente crime, o que não é crime, o que deve ser descriminalizado, através de novas legislações. Uma idéia de que, ainda que seja pirataria hoje, não deverá mais ser pirataria amanhã.

Com sua obra, você abriu um flanco para a pirataria?
É evidente. Fiz propositalmente, pra dizer: nós precisamos ter bases experimentais para essa elasticidade, para essa visão nova, para essa nova formação de compartilhamentos. Fiz, fiz, porque fiz.

Mas foram dois flancos: na sua obra e no Ministério da Cultura, abrindo o debate.
Porque o Estado tem esse papel, o Estado renovado... Na nossa conversa anterior à entrevista, falávamos no papel da próxima eleição no Brasil. O discurso eleitoral vai ter que incorporar essas questões todas. Aqueles que almejem à presidência vão ter que cuidar dessas coisas, vão precisar falar dessas coisas, vão precisar trabalhar essas questões de uma forma mais adequada, mais contemporânea. Não vão poder ignorar essas questões. Ali, como ministro, eu disse: na parte que me toca, esse ministério é da Cultura e uma das questões a reformar no País é a Cultura, a interpretação do papel do Estado, do papel da sociedade, da sociedade do direito, o que é o Direito, quais são os direitos difusos que vão aparecendo cada vez mais, a partir de novas configurações de sociabilidade. Fiz mesmo. Fiz com toda consciência.


E o direito autoral? E a descentralização da cultura, que era uma das principais metas de sua gestão?
Claro, propriedade intelectual, direito autoral, patentes. O candidato (José) Serra, por exemplo, vai ser obrigado a colocar essas discussões fortemente na pauta dele. Porque ele, como ministro da Saúde, quebrou a patente (de medicamentos). Quer dizer, em função de interesses públicos. É isso! (risos) Vai ter que falar do assunto...

Pronto, jogou na agenda de Serra!
Na agenda... O Partido Pirata já devia estar cobrando... (risos)

----

A entrevista na íntegra pode ser lida no seguinte link:

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3605448-EI6581,00-Gilberto+Gil+Pirataria+e+desobediencia+civil.html

segunda-feira, 2 de março de 2009

Quente como..

Em Parisnaguá !
Cacetada, calor dos infernos nesse cidade, Pepino deve estar torrando, mas praia é playa. Venta loucamente, muitas ondas, azaração, honolulu huhu.
Falar nisso, tristeza não tem fim, é chato ver a falta de planejamento, ou a imediata capacidade de estruturar, novamente, um time de chutebol. Fato é que o Leão precisa reagir o quanto antes, a mudança de técnico, jogadores indecisos, atos que estão fazendo efeito agora, quando os times estão ebm fisicamente e se nivelando. Não há como pensar no Rio Branco como um time grande, é litoral, é time de quem gosta de futebol. Jogadores jogam mamados, jogam descompromissados, é o futebol litorâneo. Mas mostrem um time litorâneo que não seja largado (até os cariocas, são mais).
Resta rezar e torcer.

Saudades de ouvir O Rei Michael. Vou baixar esse último comemorativo dos 25 anos.


Há, o Makingoff deu uma restaurada, tá maravilhoso, como sempre.
Tou descendo mais um saco de risos:


Diálogos interessantes e engraçadíssimos, leves, mas com a peculiaridade de Will Ferrel, que mestra sempre.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Carnalfolia

Como nos últimos anos, meu Carnaval foi ótimo, mesmo sem entornar o caneco, sem dançar loucamente (huhu), sem solteirisse prazerosa e momentânea, mesmo assim, foi LOKODBOM.
Não sinto saudades, somente alegria quando tomo doses nostálgicas dessa época.
O bom é que estou tomando cada vez mais sorvete, ô. hioasdhiahioa
Bater a real, Carnaval em Recife deve ser futito, puta vontade de colar naquele canto. Ainda vou.

Comentando sobre o chutebola riobranquista: QUE TIME MEUS AMIGOS, PURA EMOÇÃO CORAÇÃO ! Estamos chegando, segura ae geral é o Terror do Litoral.

E caralhete, eu queria muito ir no show do KISS, de cara pintada e salto plataforma.
Mas só um desocupado pra conseguir colar em SP e comprar ingressos.
Se ainda eu tivesse uma VOVÓOOOO LOUUUUURRRRRRRRRRRDES!#